| ATENÇÃO RETORNAREMOS UM POUCO MAIS TARDE!!!!!! |
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Indisciplina Autorizada: de quem é a culpa ?
Educar nos dias de hoje, não é o mesmo que educar há 40 anos atrás. A sociedade mudou e as famílias também mudaram. Tudo a nossa volta mostra-se com limites muito mais flexíveis e frouxos. Assim temos hoje, a indisciplina generalizada e autorizada pelos meios de comunicação, pela nossa cultura e pelas famílias. Nós, os Educadores somos os únicos que ainda defendem os valores de 40 anos atrás.
Talvez sejamos um dos poucos segmentos, no planeta inteiro, que preza, ensina e cobra nas crianças e nos jovens, atitudes pautadas em princípios, valores e firmeza de caráter.
Seríamos nós , seres tão “jurássicos” e ultrapassados a ponto de sermos um dos poucos que rema e caminha contrário a essa crescente corrente de corrupção, indisciplina, falta de moral, de princípios e caráter ?
Somos aqueles que apontam, ensinam, corrigem, cobram , porém ao apontarmos estamos expondo a negligência e incompetência das famílias na correta educação dos filhos, negligência esta que tem um preço alto, e quem paga é a sociedade e todos aqueles que nela vivem ou viverão.
Enquanto isso chegam nas nossas salas de aula, diariamente, crianças e jovens com seus fones de ouvido, seus celulares, seus comportamentos debochados e indisciplinados, seu linguajar rude e desrespeitoso, que sentem-se autorizados, pela família (que não lhes deu a devida educação) e muitas vezes também pela Escola (quando não dispõem de mecanismos de gerenciamento efetivo dos espaços e na criação de normas disciplinares padronizadas para todos os professores) e dos Gestores (que em muitos casos não oferecem o apoio e o respaldo que o professor precisa para que seja aplicada a devida correção).
O vilão da estória, causador de todas estas situações ? é o Professor ! afinal é ele que vive “pegando no pé” dos alunos, é ele que vive reclamando da indisciplina, é ele que sempre vem com aquela mesma “lenga-lenga” de que o aluno tem de desligar o celular, guardar o fone de ouvido, fazer a lição, fazer silêncio.
O resultado dessa negligência moral e da indisciplina autorizada é que o discurso do Professor, fica perdido, sufocado em um emaranhado de percepções e valores controversos. As próprias famílias ensinam e estimulam que os filhos revidem e não levem “desaforos para casa”, os filhos por sua vez convivem com pais que gritam, se agridem física e verbalmente e não são bons exemplos de conduta.
Assim fica fácil encontrar o vilão , pois o único que destoa de tudo isso é o Professor, e como tal precisa ser visto como vilão da estória, pois só assim todos os demais envolvidos se eximem da culpa e da responsabilidade por estarem negligenciando com seus deveres.
Os pais precisam culpar alguém pelo fracasso dos filhos, os alunos precisam achar um “Judas para malhar “ e alguns Gestores precisam de um bode expiatório para levar a culpa.
Será que esse papel é meu ?
Diz o ditado popular “ a voz do povo é a voz de Deus”, ditado esse que discordo veementemente. Muitas vezes as pessoas se juntam, e se apoiam dentro de um único ponto de vista pois unidos em um grupo acreditam que suas atitudes são legitimadas.
Por esta razão não se engane em acreditar que você é o vilão da estória, só porque as famílias ou os alunos precisam de um bode expiatório . Não caia no grupo da autocomiseração, nada de sentir “dodói”, querer abandonar a profissão, jogar tudo para o alto alegando que não vale a pena. Já dizia Fernando Pessoa: “tudo vale a pena se a alma não é pequena”.
Ao entrar em uma sala de aula, não devemos fazê-lo de forma ingênua ou despreparada. Não estamos lá apenas para dar aulas, ou cumprir o livro didático. É preciso que fique claro qual o seu real papel dentro do grande contexto que é educar.
O que pode ser feito ?
Existem algumas maneiras de lidar com a indisciplina dentro da Escola:
1) tratar com indiferença e fazer de conta que não se importa e deixar “rolar”
2) obrigar os pais e alunos, por meios legais ou com medidas enérgicas e ameaças a tomar providências
3) não fazer nada e esperar outros tomarem atitude
4) mudar de profissão devido ao esgotamento nervoso
5) criar estratégias para minimizar, contornar ou corrigir uma situação
Conclusão:
Pais negligentes sempre existirão bem como Alunos debochados e indisciplinados. Teremos de conviver com Gestores despreparados e talvez ainda , por um bom tempo com uma Legislação paternalista e Políticas Públicas precárias. O fato é que o grande cenário precisa de mudanças, urgentes e profundas, no entanto jamais aceite ser tratado como vilão.
Professor não é vilão. O Professor faz parte da solução !
Como fazer Avaliação Diagnóstica
Nem pense em iniciar o trabalho pedagógico partindo da premissa do que você ACHA que os alunos já sabem. É preciso investigar, avaliar, levantar o que de fato a turma já sabe e o que ainda ela não sabe.
O instrumento para fazer isso é realizar a Avaliação Diagnóstica, que tem o objetivo de verificar a presença e a ausência dos pré-requisitos de aprendizagem adquiridos, ou não, na série anterior.
Não há um modelo de Avaliação Diagnóstica, cada Professor, conforme sua disciplina e os pré-requisitos que precisam ser trazidos da série anterior, é quem elabora atividades que levantem o que o aluno sabe e o que ele ainda não aprendeu.
1) Quando e porquê realizar a Avaliação diagnóstica:
. Realizada no início do curso, período letivo ou unidade de ensino
. Tem a intenção de constatar se os alunos apresentam ou não domínio dos pré-requisitos necessários (conhecimentos e habilidades) para novas aprendizagens, caracterização de eventuais problemas de aprendizagem e suas possíveis causas (cognitivo)
. Função: diagnosticar
. Serve para identificar alunos apáticos, distraídos, desmotivados (comportamentos)
. Realizada no início do curso, período letivo ou unidade de ensino
. Tem a intenção de constatar se os alunos apresentam ou não domínio dos pré-requisitos necessários (conhecimentos e habilidades) para novas aprendizagens, caracterização de eventuais problemas de aprendizagem e suas possíveis causas (cognitivo)
. Função: diagnosticar
. Serve para identificar alunos apáticos, distraídos, desmotivados (comportamentos)
De posse dos resultados da avaliação diagnóstica será possível o Professor ajudar os alunos das seguintes formas:
. Estimular o relacionamento entre os alunos, através de jogos e atividades dinâmicas
. Criar intervenções pedagógicas específicas que auxiliem o aluno a superar dificuldades
. Criar Rotinas que reforcem o comportamento positivo dos alunos
. Realizar mudanças no ambiente da sala de aula que favoreça o aprendizado
. Adotar novas práticas de ensino que estimulem a participação da turma
. Criar intervenções pedagógicas específicas que auxiliem o aluno a superar dificuldades
. Criar Rotinas que reforcem o comportamento positivo dos alunos
. Realizar mudanças no ambiente da sala de aula que favoreça o aprendizado
. Adotar novas práticas de ensino que estimulem a participação da turma
2) O QUE AVALIAR: Levantar Pré-Requisitos da série anterior
Muitos Professores sempre mandam email pedindo modelos prontos de avaliação diagnóstica. Creio que isso deve-se ao fato de que, para o Professor, não há a clareza do que ele deve levantar neste tipo de avaliação.
Quando você conhece o que deve diagnosticar, basta você criar atividades pertinentes a sua disciplina, e isso é algo que você já está acostumado a fazer quando elabora as tarefas, as provas, as dinâmicas, os textos, os vídeos, enfim, quando você elabora a sua aula.
Você precisa ter claro que deve verificar os objetivos e metas a serem atingidos na série atual, e levantar quais são os pré-requisitos que o aluno já deve ter adquirido na série anterior.
Por motivos óbvios, não é possível fazer neste artigo, um detalhamento de todos os pré-requisitos para todas as disciplinas e séries, porém a título de ilustração, tomarei como exemplo um aluno que ingressa no 6º. Ano, e que o Professor de Matemática precisa levantar se este aluno traz os pré-requisitos necessários para cursar o 6º. Ano e atingir os objetivos estabelecidos para esta série.
- Situação : O Aluno está matriculado no 6º. Ano (verificar quais são os objetivos desta série no que refere-se à Matemática).
- Levantar quais são os pré-requisitos que esse aluno deve ter , em Matemática, ao chegar no 6º. Ano
- Levantar quais são os pré-requisitos que esse aluno deve ter , em Matemática, ao chegar no 6º. Ano
- Exemplos de pré-requisitos que o aluno já deve trazer do 5º. Ano em Matemática:
. Operações Fundamentais- adição, subtração, multiplicação e divisão
- algoritmos das operações fundamentais
- utilização das operações fundamentais como ferramenta para a resolução de problematizações
- cálculo mental
. Operações Fundamentais- adição, subtração, multiplicação e divisão
- algoritmos das operações fundamentais
- utilização das operações fundamentais como ferramenta para a resolução de problematizações
- cálculo mental
. Frações- conceito e representações
- leitura e escrita
- comparação de frações
- frações discretas e contínuas
- cálculo de fração de quantidade
- frações equivalentes
- simplificação
- operações com frações
- resolução de problemas envolvendo frações
- leitura e escrita
- comparação de frações
- frações discretas e contínuas
- cálculo de fração de quantidade
- frações equivalentes
- simplificação
- operações com frações
- resolução de problemas envolvendo frações
. Porcentagem e Gráficos:
- conceito de porcentagem a partir das frações decimais
- cálculo de porcentagem através de frações equivalentes
- resolução de problemas envolvendo cálculos de porcentagem
- desenvolvimento de procedimentos e estratégias para coleta de dados e informações em pesquisa de diversas naturezas
- construção de procedimentos de apresentação de dados coletados
- construção, leitura e interpretação de diferentes tipos de representações gráficas (barra, linha, setores)
- conceito de porcentagem a partir das frações decimais
- cálculo de porcentagem através de frações equivalentes
- resolução de problemas envolvendo cálculos de porcentagem
- desenvolvimento de procedimentos e estratégias para coleta de dados e informações em pesquisa de diversas naturezas
- construção de procedimentos de apresentação de dados coletados
- construção, leitura e interpretação de diferentes tipos de representações gráficas (barra, linha, setores)
. Geometria: Medidas, Formas e Construções Geométricas- conceitos: ponto, linha, superfície, vértice, aresta, ângulo
- linguagem geométrica
- polígonos
- triângulos e quadrilátero
- propriedades dos triângulos
- conceitos: escalas e simetria
- construções geométricas com o auxílio do compasso e do transferidor
- ampliação e redução de figuras
- sólidos geométricos
- linguagem geométrica
- polígonos
- triângulos e quadrilátero
- propriedades dos triângulos
- conceitos: escalas e simetria
- construções geométricas com o auxílio do compasso e do transferidor
- ampliação e redução de figuras
- sólidos geométricos
3) Como Avaliar: Instrumentos de avaliação
Existem diversos recursos e práticas de ensino disponíveis que podem ser utilizados no momento da avaliação diagnóstica. Idealmente, selecione mais de um dos instrumentos abaixo :
. Pré-teste;
. Auto-avaliação;
. Observação;
. Relatório;
. Prova;
. Questionário;
. Acompanhamento;
. Discussão em grupo;
. Estudos de caso (análise de estudos de casos com o objetivo de identificar como o aluno responde à avaliação);
. Fichas de avaliação de problemas (trabalhar com modelos de fichas de avaliação), etc.
. Pré-teste;
. Auto-avaliação;
. Observação;
. Relatório;
. Prova;
. Questionário;
. Acompanhamento;
. Discussão em grupo;
. Estudos de caso (análise de estudos de casos com o objetivo de identificar como o aluno responde à avaliação);
. Fichas de avaliação de problemas (trabalhar com modelos de fichas de avaliação), etc.
A utilização dos instrumentos deve ser adequada ao contexto em que o professor se encontra. Por exemplo, aulas com muitos alunos inviabilizam a avaliação por observação ou acompanhamento, enquanto que disciplinas práticas possibilitam esses instrumentos de avaliação.
Não se surpreenda se, ao analisar os resultados levantados na Avaliação Diagnóstica você tenha de fazer ajustes no Planejamento. Afinal, quando o Planejamento é criado, o aluno ainda não foi avaliado, e portanto, o Planejamento é elaborado com base em um aluno “ideal”, e portanto, é um Planejamento longe da realidade dos alunos, pois o Professor o elabora baseado em suposições e não em dados reais.
O fato é que, quando as aulas começam a situação mostra-se outra: alunos com defasagens de aprendizado, com dificuldades em determinados conteúdos, e sem os pré-requisitos necessários para cursar aquela série.
E antes que você reclame que realizar a Avaliação Diagnóstica é uma “perda” de tempo porque você tem que “dar conta” do Planejamento até o final do ano, já lhe aviso: o objetivo maior que você deve cumprir é criar todas as condições para que todos os alunos adquiram as competências necessárias de aprendizado e não apenas para cumprir o Planejamento.
Por isso mãos à obra: comece o planejamento pela Avaliação Diagnóstica. Já diz o ditado “ Se você falha em não planejar, você com certeza, já planeja falhar”. Aguardo seus comentários no blog.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Avaliação Diagnóstica, Formativa e Somativa
O ano letivo esta começando, e então você já deve estar pensando, “ começa tudo de novo, e terei os mesmos problemas que tive no ano anterior”. Bem, se essa é a sua atual visão das coisas, quero lembrar que a definição de loucura é “fazer tudo do mesmo jeito e esperar que o resultado saia diferente”. Assim sendo, se você fizer exatamente o que fez no ano passado, certamente colherá os mesmos resultados ao longo deste novo ano.
Ocorreram problemas de indisciplina ? Baixo aprendizado ? Se a resposta foi SIM para uma das perguntas ou para ambas então você precisa repensar a sua prática atual ! E a melhor maneira de fazer isso é perguntar-se: “ como os meus alunos estão chegando ? quem são eles? O que eles já sabem? O que precisam aprender ? como eles poderão aprender melhor ? “.
Lembre-se que o Planejamento não é sobre você ou suas necessidades. Quem dita o quê e o como, são os alunos. São as necessidades DELES que precisam ser atendidas. Para isso é preciso investigar e encontrar as respostas para as perguntas que foram feitas anteriormente.
A ferramenta que você usará para responder à essas perguntas é realizando a Avaliação Diagnóstica. Não importa a matéria que você leciona, ou o grau de ensino. Quer seja no Infantil, Fundamental, Médio, Técnico ou EJA, a Avaliação Diagnóstica presta-se ao mesmo objetivo: diagnosticar, verificar e levantar os pontos fracos e fortes do aluno em determinada área de conhecimento.
É importante frisar que, infelizmente, muitos Professores utilizam apenas prova escrita para a realização desta avaliação. Quando na verdade existem mil e uma maneiras de realizar este levantamento de forma que os resultados sejam mais verdadeiros que aqueles levantados em uma mera prova escrita.
Esta avaliação não se restringe apenas ao início do ano letivo, porém deve ser usada ao longo do processo de aprendizado, para isso lance mão de dinâmicas, jogos, debates, desafios, apresentações, vídeos, produções musicais, construção de maquetes, resolução de problemas, brincadeiras, criação de blogs, fórum, etc.
Quando utilizada no início do ano letivo a avaliação diagnóstica fornece dados para que o planejamento seja ajustado e contemple intervenções para retomada de conteúdos, ou realização de encaminhamentos para reforço escolar, e até mesmo para Especialistas (Psicólogo, Fonoaudiólogo, Psicopedagogo), e quando feita ao longo do ano possibilita que tanto o aluno quanto o Professor possam refletir sobre a utilização de novas estratégias de aprendizado.
Jamais os dados da avaliação devem ser usados para classificar ou rotular o aluno em “aluno bom” ou “ aluno ruim”. O Professor deve ter em mente que a avaliação oferece um momento de aprendizado para ambos, professor e aluno. Enquanto Professor é possível verificar quais estratégias estão ou não funcionando, além de ser possível constatar quais hipóteses os alunos estão levantando na internalização e construção de determinado conceito.
Já para o aluno, com o devido feedback do professor, torna possível a compreensão e mensuração do conhecimento adquirido e quais hipóteses são verdadeiras ou falsas, para que o aluno possa descartar as falsas hipóteses e fique focado naquelas que o levarão ao aprendizado do conceito estudado. O feedback do professor lança a luz, clareando os chamados “ pontos cegos” em que o aluno se encontra tornando possível, assim, o avanço para a etapa seguinte do processo.
Nesta etapa a avaliação inicialmente diagnóstica, evolui para uma avaliação formativa, onde o processo de descoberta que induz a novas elaborações de aprendizado, sempre mediadas pelo professor, é o que de fato importa e conta.
A Avaliação Formativa é o tipo de avaliação que deveria prevalecer dentro das Escolas, por ser mais justo e atender de fato às necessidades dos alunos. Infelizmente, o que vemos é o uso da avaliação somativa, cujo único objetivo é meramente alcançar determinada nota para “passar” de ano, os alunos são rotulados pelas notas que alcançam e não são auxiliados onde de fato precisam de ajuda.
Por isso, antes de chegar “ ditando” o que você irá ensinar, comece em “ perguntando” o que os alunos já sabem para levantar o que eles de fato “precisam” aprender.
Quer compartilhar ? Quer dar mais idéias sobre avaliação diagnóstica ? Então aguardo seus comentários no blog.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA:
HOPFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à Universidade. P. Alegre. Educação e Realidade. 1993.
LUCHESI, C. Verificação ou Avaliação: o que pratica a escola? A construção do projeto de ensino e avaliação, nº 8, São Paulo FDE. 1990
WERNECK, H. Se você finge que ensina, eu finjo que aprendo. Vozes.Petrópolis. 1994.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Volta às aulas – Integração dos Alunos
O ano letivo já começou nas escolas particulares e está para iniciar nas escolas públicas. O fato é que o mês de Fevereiro é focado em dois grandes objetivos: Integração dos Alunos e Avaliação Diagnóstica. Neste artigo vamos nos ater ao primeiro objetivo: Integração dos Alunos.
As crianças e jovens, ficam muito apreensivos no retorno das aulas, pois há um sem número de situações que terão que enfrentar, é um misto de expectativas boas e ao mesmo tempo um medo do desconhecido, afinal são novos Professores, novos amigos, nova escola, como serão recebidos? Será que vão gostar ? Inquietações estas que o Professor deve estar atento na volta às aulas.
Por isso, nem pense em já ir entrando na sala de aula enchendo o quadro negro de tarefas, pedindo trabalhos, marcando provas, cobrando isso, cobrando aquilo, enfim, você já será vista como a “ chata da hora” .
Lembre-se, as crianças e jovens, precisam inicialmente de um certo espaço para se expressarem, interagirem, conhecerem o “ novo território”, conhecer você, os novos amigos, a nova escola. Afinal, eles ficaram praticamente quase dois meses de férias, fazendo um sem número de coisas e agora querem compartilhar, precisam disso. Então use esta necessidade de compartilhar ao seu favor, aproveitando para fazer com que todos possam se conhecer melhor e já criar laços de amizade.
Aqui vão algumas dicas simples, separadas por estágios:
- Educação Infantil:
Crianças pequenas choram no primeiro dia de aula, porém o período de adaptação pode durar até uma semana. A mãe fica apreensiva e quer entrar junto, ou muitas vezes acaba levando a criança embora e no dia seguinte a criança chora para não ir para a escola e a mãe cede não levando. Isso faz com que a criança demore muito mais a se ambientar. Para evitar que esse período se alongue além do necessário, é preciso que a Professora e os funcionários de Apoio estejam devidamente orientados a entreter as crianças com muitos jogos e brincadeiras coletivas, afinal nenhuma criança resiste a hora de brincar.
Caso a mãe entre na sala de aula no primeiro dia, deixe-a instruída a incentivar a criança a brincar com os coleguinhas, jamais deixá-la todo o tempo no colo pois isso a impede de interagir mais livremente com os novos amigos e com os brinquedos, e a levar a criança para a escola TODOS os dias.
- Educação Fundamental
Tanto no Fundamental I quanto no Fundamental II as crianças e jovens esperam que os amigos venham chamá-la para brincar ou conversar. Os mais “ descolados” tomam a iniciativa até porque já conhecem quase todo mundo, porém aqueles alunos que vieram de outras escolas sentem-se deslocados, apreensivos e inseguros de abordar esse monte de “estranhos”.
Ao Professor cabe a tarefa de criar várias atividades, sempre coletivas, em forma de gincanas, desafios, jogos, brincadeiras, para quebrar o gelo do grupo.
Outro modo muito eficaz é selecionar dois alunos, para serem os guias desses novos alunos dentro do ambiente escolar, ficando assim incumbidos de mostrar onde é a cantina, os banheiros, o laboratório, enfim todas as dependências da escola, além de ajudar a enturmá-lo no grupo. Assim, cada dois alunos antigos ficam incumbidos de um aluno novo durante um dia, depois faz-se o revezamento passando esse aluno novo, para outra dupla de alunos antigos, até que os alunos novos tenham ficado com todos os alunos antigos.
- Ensino Médio
Já no Ensino Médio os alunos nesta fase precisam passar a mensagem de “força moral ”, e “ independência” para o grupo então aqui será preciso que o Professor use de sensibilidade e sutileza para integrar os alunos novos, pois há uma grande resistência em não permitir “gente estranha” no grupo.
Para quebrar esse “ iceberg” levante em um bate papo, ou crie uma atividade em forma de brincadeira, onde cada um tenha que falar das coisas que mais gostam de fazer, assim você terá muitas informações rapidamente para criar um projeto coletivo onde todos tenham que participar e apresentar antes da aula terminar. Exemplo: criar uma música, fazer uma imitação, criar um traje engraçado, fazer uma performance em grupo.
Você também pode utilizar a estratégia citada acima de usar os alunos antigos como guias para ajudar a enturmar os alunos novos.
- EJA (Educação de Jovens e Adultos)
O público de EJA, tem suas peculiaridades, pois já é um público adulto, que trabalha, muitos já são casados, tem filhos, família para alimentar e contas para pagar, geralmente reservam o período noturno para estudar, pois trabalham durante o dia. Assim, a abordagem de interação precisa levar isso em conta. Por isso investigue em um bate papo, ou por meio de uma atividade de quebra gelo, para que esses alunos falem mais sobre sua história, seus sonhos, e suas dificuldades enfrentadas no dia a dia. Desse modo todos acabam se “vendo” nas estórias do outro e isso possibilita a criação de um elo de camaradagem, amizade e cumplicidade.
Outra estratégia é, o grupo criar um portfólio sobre os sonhos e projetos de vida que almejam alcançar, e juntos discutirem como isso pode ser atingido. Ao realizar esta atividade todos começam a se sentir participantes do sonho do colega e isso os une muito, pois acabam compartilhando ao longo do ano todas as vitórias conquistadas.
Todos esses cuidados e esse olhar sensível no momento de planejar as atividades de integração, mostra aos alunos o tipo de Professor que você é. E isso é também um exercício para que você também seja integrado ao grupo.
Como os alunos verão o Professor durante todo ano, e talvez durante toda a vida, vai depender muito do tipo de abordagem que você terá nessas primeiras semanas de aula.
Você tem outras estratégias ? Gostaria de compartilhar ? Então mãos a obra, comente neste blog.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Resolução de Ano Novo
O novo ano já desponta por aí. Agora é o momento
ideal para fazer aquele Balanço Anual do que funcionou, o que não deu certo, os
sonhos que foram realizados ou não.
Enquanto Educadores está muito claro o
porque de fazermos o Planejamento Escolar no início do ano. Traçamos os
objetivos a serem atingidos pelos alunos, levantamos os conteúdos a serem
trabalhados, selecionamos as melhores estratégias, traçamos as ações
pedagógicas, os métodos de avaliação do percurso, monitoramos ao longo do
processo se estamos no caminho certo, ou se será necessário criarmos
intervenções para correção de rumo. Tudo isso é feito para darmos conta de
atingirmos as metas traçadas inicialmente.
Estamos habituados ao Planejamento
dentro da Escola, no entanto não o fazemos na nossa própria vida. O
Planejamento é válido dentro da Escola e isso é um fato. Sendo assim, porque
ainda não o incorporamos na nossa vida, nos nossos projetos pessoais, na
realização dos nossos sonhos.
Se você já acompanha há algum tempo o
Blog SOS Professor deve estar lembrado de um artigo que escrevi cujo título é Professores estressados ou desiludidos ? onde
é citado que as causas que contribuem para os afastamentos e licenças de muitos
Educadores ao longo do ano e que geram o estresse que desencadeia o “burn-out”
estão diretamente associados a insatisfação pessoal.
Somos pessoas, e como tais temos
necessidades. Precisamos estar bem em várias áreas da nossa vida.
Mas o que significa estar “bem” ?
Significa termos atingido um nível de satisfação pessoal
que nos dê o devido equilíbrio a nossa vida. Se não temos satisfação
pessoal em algo isso faz com que nos sintamos desmotivados, frustrados e
doentes.
Agora é o momento ideal de fazer esse
Balanço de Vida. Como foi esse ano para você? O que está lhe deixando
frustrada? Desmotivada? Doente? Quais pessoas estão contribuindo para isso? Em
quais locais isso fica mais evidente? Em quais situações os sintomas de frustração,
desmotivação surgem com mais intensidade?
Ao fazer esse Balanço anual aproveite
para fazer uma “faxina”. Isso mesmo: uma faxina.
Agora imagine, que emocionalmente
falando, também temos contato com um tipo diferente de “lixo” , são todas
aquelas coisas e situações que nos fazem mal, que drena as nossas forças, que
nos inferioriza ou nos entristece. Situações que surgem como obstáculos
intransponíveis, e que ao longo do ano permitimos que se instalem e
sejam armazenadas dentro de nós.
Esse tipo de lixo vai acumulando, nos
torna doentes, e o pior de tudo é que muitos passam a acreditar que devem
conviver com ele, pois , ou já se acostumaram com esta situação, ou porque não
vislumbram como podem retirá-lo e jogá-lo fora. E assim ficam anos e
anos , sofrendo na vida familiar, sofrendo no ambiente de trabalho,
sofrendo no casamento, sofrendo com os filhos, sofrendo nas finanças, sofrendo
na vida amorosa.
Ao retirarmos o que está bloqueando a
passagem, a vida fluirá com mais leveza e rapidez em direção ao que QUEREMOS.
Para isso é necessário criarmos um Plano que funcionará como uma bússola, pois
fornecerá os caminhos para chegarmos onde queremos.
Com o fim de um ano e com a chegada de
um novo ano é comum fazermos as famosas ” promessas” de Ano Novo. Com
certeza você também já fez promessas do tipo: Vou entrar na academia, vou mudar
de emprego, este ano vou comprar minha casa ou meu carro, e por aí vai…. Na
verdade essas promessas não duram o mês de Janeiro. E quando chega
Fevereiro, você retorna a sala de aula, e começa tudo, igualzinho ao ano
passado.
Sabe porque o Ano que era novinho, de
repente fica velho e já em fevereiro você se entristece e pensa: ” tudo
igual, nada muda mesmo, outro ano daqueles ! “. Pois é, em pleno mês de
fevereiro e você já sente o mesmo gosto amargo na boca da mesmice do ano
passado. Sabe por que isso ocorre? Porque os seus comportamentos
permanecem os MESMOS. As Promessas de ano novo foram apenas da boca para
fora, pois não foram planejadas.
Você precisa parar de fazer
promessas e criar o que chamamos de Resoluções. Conforme o dicionário
Michaellis aqui vão algumas definições do termo :
resolução re.so.lu.ção sf (lat
resolutione) 1 Ato ou efeito de resolver ou resolver-se.8
Decisão deliberação, tenção. 9 Desígnio, propósito. 10 Ânimo
forte, coragem.
Ou seja, uma Resolução tem o caráter e
o peso de uma “lei”, a importância de um “contrato”. É um compromisso assumido
e firmado com você´, visando alcançar objetivos de vida.
O primeiro passo é
levantarmos Onde, e O QUÊ está desequilibrado em nossas vidas, depois é o
momento de traçarmos METAS, ou seja o que queremos para aquela área e/ou
situação, feito isso é o momento de estabelecer as AÇÕES que nos levarão
até as metas. O que será necessário para colocarmos estas ações em
prática ? Quando pretendemos alcançar o objetivo proposto? Quais ferramentas já
temos? Onde podemos buscar novas ferramentas?
A sua vida mudará na mesma
proporção que você dedicar em esforços para entrar em ação. Por isso
estabeleça as suas Resoluções de Ano Novo, e faça mais que isso: entre em ação
já.
Aqui vai uma tarefa para ajudá-la a dar
o pontapé inicial para um Ano realmente Novo:
1. AREAS DE MUDANÇAS: (algumas idéias)
– Relacionamento:
(namoro, vida afetiva, parentes, filhos)
– Família: (salvar o
casamento)
– Saúde: emagrecer,
lazer, cuidar da saúde
– Carreira: mudar de
emprego, mudar de função, fazer pós,
– Finanças: dívidas,
ganhar mais, comprar casa, carro
2. DETECTE O PROBLEMA EM CADA ÁREA E
CRIE UMA META
3. SELECIONE PELO MENOS 5 AÇÔES PARA
IMPLEMENAR EM CADA ÁREA
4. ENUMERE O QUE PRECISARÁ PARA
IMPLEMENTAR CADA AÇÃO
5. ESTABELEÇA O PRAZO PARA ATINGIR A
META
6. LEVANTE OS POSSIVEIS EMPECILHOS QUE
PODEM ATRAPALHAR CADA AÇÃO
7. LEVANTE ALTERNATIVAS PARA RETIRAR OS
EMPECILHOS DO SEU CAMINHO
8. PRESTAÇÃO DE CONTAS: fale das suas
metas para as pessoas do seu convívio, e serão elas que estarão acompanhando os
resultados com você. Quando sabemos que estão prestando atenção no
que fazemos, nos sentimos motivados a não ficar parados.
9. ASSINATURA: firme o
compromisso de prestar contas a si mesmo a cada 15 dias, durante todo o ano,
por isso deixe essas Resoluções a vista para fácil
consulta e ajustes.
Lembre-se 2012 já está indo embora,
2013 está chegando, e com ele, virão 365 dias novinhos em folha, ainda em
branco, para você fazer diferente, para que você escreva uma
nova história. Desejo a você um ANO NOVO, cheio de sonhos realizados,
cheio de alegrias, cheio de conquistas alcançadas, cheio de vitórias.
Compartilhe e comente : Quais serão as
suas Resoluções de ano Novo ?
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Calendário de Matrícula 2013
Alunos da Rede Pública
19 e 20 de fevereiro – Transferência para estudantes da rede estadual que queiram mudar de escola.
21 e 22 de fevereiro – Matrícula para estudantes das redes municipais concluintes da 4ª série/5º ano ou 8ª série/9º ano, quando a escola não oferece a série/ano seguinte.
Alunos Novos
25 e 26 de fevereiro – Matrícula para o Ensino Fundamental.
27 e 28 de fevereiro – Matrícula para o Ensino Médio.
Educação Profissional
9 a 23 de janeiro – Inscrição (sorteio eletrônico) para estudantes que concluíram o Ensino Médio na rede pública de educação - estadual/ federal ou municipal.
5 de fevereiro – Realização do sorteio eletrônico.
26 e 27 de fevereiro – Confirmação do sorteio eletrônico, obedecendo à ordem de classificação.
Os alunos da casa devem renovar suas matrículas até o dia 28 de Dezembro de 2012.
Matrícula para estudantes da rede começa em fevereiro
A matrícula na rede estadual de ensino da Bahia vai ser realizada em fevereiro. O anúncio foi feito pelo secretário da Educação, Osvaldo Barreto, nesta quarta-feira (19/12), em encontro com diretores e coordenadores das Diretorias Regionais de Educação (Direc) da Bahia, no edifício-sede da Secretaria, no Centro Administrativo. Os estudantes e suas famílias devem se programar para efetivar a matrícula entre 19 e 28 de fevereiro. Para quem deseja ingressar na Educação Profissional, as inscrições para o sorteio eletrônico vão ser realizadas entre 9 e 23 de janeiro e a confirmação acontecerá nos dias 26 e 27 de fevereiro.

Foto: Secom
A matrícula poderá ser feita presencialmente em qualquer escola do Estado, independentemente daquela que o estudante deseja estudar, e também pela Internet. Além dos alunos da rede estadual, a matrícula pela Internet estará disponível para os estudantes oriundos da rede municipal de Salvador e, este ano, pela primeira vez, também para os estudantes da rede municipal de Feira de Santana. Tanto pela Internet como presencial, o horário de atendimento será das 8h às 20h, sem intervalos.
Para os estudantes da rede estadual que vão continuar na mesma escola, a matrícula está garantida, automaticamente, pela Secretaria da Educação do Estado. Cerca de 700 mil estudantes são beneficiados com essa medida, facilitando, assim, a matrícula para os novos alunos. Vale destacar que o processo de matrícula é operado pelo Sistema de Gestão Escolar (SGE) - ferramenta gerencial que permite a agilidade na matrícula tanto nas escolas, como pela Internet.
Encontro – Além da matrícula, o evento, realizado periodicamente com os dirigentes, também teve como foco uma avaliação das atividades desenvolvidas em 2012 nas escolas e o planejamento para o ano letivo de 2013. “Este encontro é muito importante porque podemos discutir sobre o que fizemos ao longo deste ano letivo e, também, debater o que pode ser melhorado. O nosso foco é a escola. Este é o nosso norte. Precisamos garantir um ensino de qualidade para os nossos estudantes e, para isso, implantamos projetos estruturantes, como o Pacto com Municípios, Gestão da Aprendizagem Escolar (Gestar) e Ensino Médio em Ação”, disse o secretário Osvaldo Barreto.
Fotos: Marvin Kennedy
A iniciativa foi elogiada pelos participantes. “Um evento como este é muito produtivo para nós que estamos na ponta, nas Diretorias Regionais e nas escolas. Precisamos discutir as boas ações, os bons projetos e trabalhar com planejamento”, disse Nívea Maria Oliveira, diretora da Diretoria Regional de Feira de Santana.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Mais um
ano se
passou e os
bons momentos da vida,
feitos de tudo o que é forte,
simples e
belo, como um olhar,
um sorriso, um gesto de amizade foram
apreciados e cultivados. Muitos desafios foram
vencidos e
outros objetivos foram lançados.
Agradecemos a Deus pelos
“presentes”
recebidos nesse ano
letivo, pois
cada aluno, em particular, marcou nossa escola
de maneira única e especial. Que as
experiências compartilhadas no percurso até aqui sejam a alavanca para
alcançarmos a alegria de chegar ao destino projetado. De nossa parte, podemos
afirmar que procuramos realizar o melhor para os nossos alunos e que não
mediremos esforços para que, em 2012, aperfeiçoemos ainda mais os nossos
serviços.
Reconhecemos a confiança depositada
em nosso trabalho, o que nos motiva no compromisso
de satisfazer as expectativas projetadas em nossa
instituição. Agradecemos também, as famílias que já efetuaram a rematrícula de
seu filho para o próximo ano. Queremos nos dedicar ao máximo para confirmar a
escolha que fizeram pela nossa escola, contando com a mesma parceria que
firmamos durante este ano. Que entre a
magia do Natal e a realidade da
vida
possamos encontrar espaço para a alegria,
para o
encontro com as pessoas, para sonhar, acreditar em um
mundo melhor e agir por um mundo mais humano.
Que o Natal possa ser o renascer da esperança e que esta se realize no decorrer
do Novo Ano. Que possamos
sentir mais
forte ainda o significado
da palavra
amor, refazer planos, reconsiderar
os equívocos
e retomar o caminho para uma vida cada
vez mais feliz. Teremos outras 365 novas
oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes e no
que depender de nós, isso será realidade! Nós da equipe do Colégio Estadual
Abelardo Moreira agradecemos a presença de todos e esperamos contar com essa
mesma
parceira em 2013! Desejamos à todos
um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Sancionada lei que assegura promoção dos professores

O governador Jaques Wagner sancionou, nesta segunda-feira (3), a Lei de nº 12.603, de 3 de dezembro de 2012, que estabelece progressão na carreira para os professores da rede estadual de ensino, por intermédio do Curso de Atualização em Práticas Pedagógicas instituído pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (portaria nº 9.483, de 20 de novembro de 2012) e destinado também a coordenadores pedagógicos.
O curso possibilita progressão com ganho médio de 14%, sendo a primeira promoção retroativa a novembro deste ano e a segunda a partir de março de 2013. Para ter direito às promoções será preciso frequência mínima nas duas etapas do curso, que será realizado pela Universidade de Brasília (UnB), na modalidade a Distância (EAD), com duração de 120 horas.
Promoção retroativa - De acordo com a lei, a primeira promoção será retroativa a novembro deste ano. Para ter direito a essa promoção, o participante deverá concluir a primeira etapa do curso (60 horas), cumprindo o mínimo de 75% da carga horária. O mesmo acontecerá com a segunda promoção - ela ocorrerá após a finalização total do curso, também exigindo o mínimo de 75% de cumprimento da carga horária, e seus efeitos financeiros estão assegurados a partir de março de 2013.
Estágio probatório - Para os professores que deverão concluir o estágio probatório em 2014 e 2015 (mais de 2.300), a Secretaria da Educação vai instituir nova edição do curso nesses anos para garantir a promoção a esse grupo de profissionais. O projeto regula, exclusivamente, as promoções concedidas nos anos de 2012 e 2013, ficando suspensa, neste período, a avaliação de desempenho.
Inscrições para curso atualização - Os professores e coordenadores pedagógicos da rede estadual de ensino têm até esta quinta-feira (6) para efetivar a inscrição no Curso de Atualização em Práticas Pedagógicas, que dá direito a promoção na carreira. Até o momento, mais de 86,5% dos 26.494 docentes em efetivo exercício na rede pública estadual já se inscreveram vaga. As inscrições estão disponíveis no Portal da Universidade de Brasília (UnB), entidade responsável pela realização do curso.
“Já alcançamos um número positivo de inscrições. A iniciativa é muito importante, pois permite um diálogo simultâneo com todos os professores, focado nos programas que a Secretaria da Educação vem desenvolvendo, além de contribuir para a atualização da prática pedagógica em sala de aula dos educadores”, destaca Irene Cazorla, diretora do Instituo Anísio Teixeira (IAT), unidade de formação da Secretaria da Educação.
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