quarta-feira, 21 de setembro de 2011

AULAS DE EDUCAÇÃO FISICA

OBJETIVO:
O aluno  deverá no período da aula, executar á a movimentação do bloqueio partindo da posição de expectativa, em pé junto a rede , com membros superiores e inferiores  semiflexionados,  as mãos ao lado do ombros e as palmas voltadas para frente.
Participará das atividades demonstrando cooperação, entusiasmo e responsabilidade.
Ao final da aula o aluno deverá dominar as técnicas do fundamento bloqueio, reconhecendo os erros e acertos, e executá-las no momento adequado durante o jogo. Numa progressão de 3 acertos de 6 bloqueios.
TEMPO
ESTRATÉGIA
MATERIAL
5 minutos
Alongamento
Grupamento muscular específico;
Não tem
10 minutos
Aquecimento
Amarrar um balão em cada tornozelo dos alunos dispostos na metade da quadra de voleibol. Os alunos deverão estourar os balões uns dos outros. Ganha o aluno que não tiver seus balões estourados.
Balões
Barbante
10 minutos
Educativo
Numa das paredes da quadra (pode ser também a rede), fazer três marcações com diferentes posições, os alunos dispostos em uma coluna deverão deslocar-se andando até as marcações executando o salto e o bloqueio, sem flexão de punho.
Balões
Barbante
20 minutos
Aplicação
Jogo com regras pré-estabelecidas. Dispor seis alunos na quadra, os três da rede só poderão executar o fundamento aprendido, bloqueio, os outros só poderão executar manchete e toque.
Bola de voleibol
(ou uma bola de material leve quando com crianças) 
5 minutos
Volta à calma
Toda os alunos dispostos em círculo, sentados irão discutir a aula dada.
Não tem
OBS: ESTE PLANO É FLEXIVEL EM TODAS AS SUAS ETAPAS.
Autoria: Ana Paula de Souza


SUGESTÃO AULAS DE EDUCAÇÃO FISICA

Atividade física saudável

Sequencia didática
Objetivos 
- Desenvolver atitudes e hábitos saudáveis de prática da atividade física, evitando lesões e riscos à saúde.
 
- Compreender as diferenças conceituais entre dor e fadiga.
 
- Identificar práticas corporais adequadas à faixa etária e ao nível de condicionamento físico.
 
- Conhecer métodos e procedimentos preventivos que ajudam a evitar a dor e a lesão na prática de atividades físicas.
 

Conteúdos 
- Dor e fadiga.
 
- Alongamento.
 
- Nutrição para o esporte.
 

Anos 
8º e 9º.
 

Tempo estimado 
12 aulas.
 

Desenvolvimento 
1ª etapa 
Inicie a sequência apresentando à classe a proposta de debater o que é necessário para uma atividade física saudável e os problemas que ocorrem quando os limites do corpo não são respeitados. Numa roda de conversa, mapeie os conhecimentos da turma: como funciona o nosso corpo quando praticamos exercício físico? Quais as consequências de praticar exercício em excesso? Qual a diferença entre dor e fadiga? Alguém já sentiu dores ou teve lesões durante ou depois das práticas corporais? Quais os principais agentes externos que causam dores e lesões durante a atividade física (calçados inadequados, sobrecarga de treino, postura etc.)? Como prevenir-se contra dores e lesões? Prossiga perguntando sobre quais esportes, jogos, ginásticas e danças a turma pratica, sugerindo uma classificação no quadro de acordo com os seguintes critérios: práticas mais indicadas para a faixa etária da classe, as que causam menos lesões e as que são possíveis de praticar na escola.

2ª etapa 
Divida a classe em grupos e peça que cada um deles selecione uma das práticas listadas no quadro durante a etapa anterior. A intenção é que preparem seminários sobre como prevenir dores e lesões na modalidade escolhida. Os trabalhos devem ter duas partes. A primeira, teórica, procurará responder às seguintes questões: qual é a prática? Onde realizá-la? Quem pode praticá-la? Quais os cuidados do praticante? Para que empreendam a busca pelas respostas, indique pesquisas em sites e revistas que abordam o assunto, como Boa Forma, Men's Health, Women's Health e Runner's World, e livros específicos sobre saúde e atividade física - uma indicação é O "Mito" da Atividade Física e Saúde, de Yara Maria de Carvalho. A segunda parte será composta de relatos de vivências das práticas na escola. Para garantir a segurança dos participantes, oriente uma rotina de procedimentos de aquecimento, relaxamento e monitoramento que ajudem a controlar a qualidade da atividade e a prevenir lesões.

3ª etapa 
Planeje um evento que possa disseminar para a comunidade escolar os conhecimentos adquiridos no projeto. Algumas sugestões são produzir fôlderes explicativos sobre o tema para outras turmas, realizar vivências com funcionários ou, ainda, organizar palestras com profissionais da área de saúde para ampliar o que se sabe sobre o assunto.
 

Avaliação
Com base na observação das vivências, das pesquisas, do seminário e do evento escolhido, verifique se os alunos registraram os conhecimentos mais importantes sobre o tema e se os incorporaram à rotina das práticas corporais. Avalie, sobretudo, se eles demonstram cuidado com a postura, com a vestimenta (especialmente no que diz respeito aos calçados) e com procedimentos como aquecimento e alongamento.


PROJETO UM GESTAR EM CADA ESCOLA

COLÉGIO ESTADUAL ABELARDO MOREIRA
PROJETO UM GESTAR EM CADA ESCOLA

ATIVIDADE DE LINGUA PORTUGUESA DESENVOLVIDA NA 8ª SÉRIE
PROFESSORA ARTICULADORA: ANA CONCEIÇÃO MOURA BORGES DE ARAUJO







PROJETO CONSUMO CONSCIENTE

EXPOSIÇÃO MATERIAIS CONSTRUÍDO PELOS ALUNOS 
PROJETO CONSUMO CONSCIENTE
CEAM TURNO NOTURNO







Edição 2011 Artes Visuais Estudantis

Exposição de Arte 
Colegio Estadual Abelardo Moreira













aula 4

Pablo Ruiz Picasso
1881-1973

A monumental obra de Picasso -- que inclui desenho, pintura, gravura, escultura, colagem e cerâmica -- permanece tão viva quanto sua lenda. Durante quase oitenta de seus 91 anos de vida, Picasso dedicou-se a um trabalho que se confunde com a evolução da arte moderna e marcou a produção artística do Século 20.
     Pablo Ruiz y Picasso nasceu em Málaga em 25 de outubro de 1881. Iniciou-se nas artes plásticas com o pai, José Ruiz Blasco, professor de desenho. Em 1895 estudou na Escola de Belas-Artes de Barcelona e logo em seguida foi admitido na Real Academia de Belas-Artes de San Fernando, em Madri.
     Entre 1900 e 1904 dividiu o tempo entre Barcelona, Madri e Paris, onde acabou por se instalar no célebre ateliê conhecido como Bateau Lavoir, em que também trabalharam Juan Gris, Van Dongen e outros.
     Entre 1905 e 1910, já desfrutava de prestígio em Paris, graças ao reconhecimento do poeta Guillaume Apollinaire, do marchand Henry Kahnweiler e da escritora americana Gertrude Stein, a quem retratou.
     Nos anos mais importantes do cubismo, de 1908 a 1914, fez amizade e colaborou estreitamente com Georges Braque.
     Com o amigo Jean Cocteau, viajou em 1917 para a Itália, onde fez os cenários e figurinos do balé Parade, com música de Erik Satie e coreografia de Serguei Diaghilev.
     Nas três primeiras décadas do século, seu talento expressou-se em quase todos os campos da arte e em numerosas fases de tendência ou estilo, cuja evolução se mostrou na grande retrospectiva apresentada em Paris em 1932.
     Durante a guerra civil espanhola, apoiou a causa republicana e em 1937 pintou "Guernica", uma de suas obras-primas.
     Na segunda guerra mundial, presenciou a ocupação alemã retirado no trabalho de seu ateliê em Paris.
     Após a liberação, aderiu em 1944 ao partido comunista e criou o símbolo internacional da paz. Em 1945 uma grande exposição reuniu suas obras em Londres, ao lado das de Matisse. Na época, Picasso já era o artista mais prestigiado do mundo e de maior influência entre seus contemporâneos.
     Em 1958 pintou o grande painel mural para a sede da UNESCO, em Paris. A partir de 1959 viveu em Cannes e em Aix-en-Provence com sua quinta mulher, Jacqueline Roque, com quem se casou em 1961.
     Antes disso se casara, em 1918, com Olga Kokhlova (com quem teve um filho, Paulo), em 1931 com Marie-Thérèse Walter (com quem teve uma filha, Maya), em 1936 com Dora Maar e em 1943 com Françoise Gilot (com quem teve dois filhos, Claude e Paloma).
Evolução da obra
     A obra de Picasso se caracteriza precisamente pelo intenso dinamismo das mudanças de estilo e da busca incessante de novas formas e soluções. São traços comuns, no entanto, de todas as fases e experiências o domínio pleno -- ou virtuosístico -- de todas as técnicas e materiais; o humor sarcástico, voltado sempre para a deformação e a caricatura; e o próprio gosto de transformar as coisas, como a si mesmo.
     Picasso é antes de tudo o gênio das metamorfoses, virtuose e comediante permeável às inquietações do momento, sem romper nunca a espinha dorsal de seu individualismo.
     O trabalho de Picasso compreende quase todos os campos das artes plásticas, mas foi principalmente a pintura que o tornou célebre. Sua obra inicial, produzida entre 1894 e 1899, é realista. Com as primeiras visitas do pintor a Paris, assimila influências de Toulouse-Lautrec e outros.
     Sucedem-se, de 1900 a 1906, os períodos conhecidos como "fase azul" e "fase rosa", com várias obras-primas de tendência maneirista e preocupações sociais. São, no primeiro caso, personagens da burguesia ou do submundo e, no segundo, artistas de circo como em "Família de saltimbancos", de 1905.
     Em 1907 "Les Demoiselles d'Avignon" inicia um novo caminho em que já se esboça o cubismo, enquanto, paralelamente, a escultura africana influencia a contínua pesquisa das deformações expressivas.
     Entre 1910 e 1912, as representações do "cubismo analítico" atingem o máximo da abstração picassiana. Suas colagens, em 1913, incorporam materiais até então estranhos ao quadro, como em "Violino, garrafa, copo", e aos poucos surge o "cubismo sintético", policromático.
     A experimentação cubista desenvolve-se até o final da década de 1920, mas já estilizada, como em "Três máscaras de músico", de 1921, ou em "Compoteira e violão", de 1924.
     Em seguida Picasso realiza uma pintura semi-abstrata, como em "O pintor e seu modelo", de 1927. A partir de 1930, após um cubismo já quase decorativo e um estágio neoclassicista, seus quadros apresentam formas de ritmo forte, às vezes espasmódico, que prenuncia a explosão dramática de 1937 com "Guernica" (surrealismo), grande composição em preto e branco com imagens convulsas e estilhaçadas que denunciam o bombardeio da cidade espanhola de Guernica pela força aérea alemã.
     As fases seguintes são de tendências diversas, que incluem reiterações do cubismo, distorções figurativas entre o cubismo e o expressionismo como em "Mulher sentada", de 1942 e, em tudo, um vigoroso repúdio à guerra e à violência, como na tela "O ossuário", de 1944-1948, ou nos murais para a capela de Vallauris, "Guerra" e "Paz", de 1952.
Outras artes
     Ainda que mais celebrado como pintor, Picasso realizou imensa obra como desenhista, escultor, gravador e ceramista.
     Seu desenho e gravura não ficam longe da criação pictórica. Há os desenhos inteiramente acabados ou de puro esquematismo.
     Na série "O touro", entre 1945 e 1946, disseca a imagem realista do animal até seu esqueleto estritamente linear, e nos bicos-de-pena sobre Dom Quixote encontra a essencialidade da sugestão e do movimento. A liberdade de imaginação e de humor -- ora malicioso, ora grotesco -- explora desde a mitologia clássica a pequenos flagrantes do cotidiano.
     A consciência política também tem seu lugar nessa arte meticulosa que, depois da genial "Minotauromachie" (1935), articulou a série "Sonho e mentira de Franco", de 1937.
     A partir de então, registraram-se constantes convites à ilustração de livros, aos quais o mestre acedeu com a mesma agudeza e vitalidade, como nas águas-fortes para novas edições de Le Chef-d'oeuvre inconnu (A obra-prima desconhecida) de Balzac, em 1927, das Metamorfoses de Ovídio, em 1930, e da Histoire naturelle, générale et particulière (História natural, geral e particular), de Buffon, em 1942.
     Na escultura picassiana, são determinantes as influências da arte primitiva -- africana e pré-colombiana -- e do estilo clássico. As soluções são às vezes de cunho construtivista e às vezes de um envolvente expressionismo figurativo, como em "A cabra", de 1950.
     Na cerâmica, o artista mostra essa mesma oscilação entre modelos gregos e fontes primitivas. De versatilidade inesgotável, a obra de Picasso oferece o panorama vertiginoso de uma permanente movimentação.
     Sua unidade, porém, foi solidamente construída sobre constantes quase inalteráveis, em que sobressai a liberdade formal. Seu testemunho é o da definitiva libertação da forma na criação artística.
     Picasso morreu em Mougins, perto de Cannes, em 8 de abril de 1973.
©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
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AULA03-ARTE

Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam  
Histórico
Uma carta de Mário de Andrade (1893 - 1945) a Lasar Segall (1891 - 1957), datada de 9 de fevereiro de 1931, permite apreender o espírito que redunda na criação da Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam, fundada em 1932 na cidade de São Paulo. Diz o poeta e crítico: "... uma coisa que vai alegrar você - a quase realização daquela nossa velha idéia, lembra-se? - de um centro de arte moderna juntamente com d. Olívia Guedes Penteado e com outras algumas senhoras de nossa melhor sociedade; estou tentando dar a essa idéia uma forma palpável, útil. Creio que faremos para principiar uma espécie de club que se chamará 'Sala Moderna', na qual exporemos quadros, estátuas, livros e faremos ouvir musicistas, escritores exclusivamente modernos, nacionais e estrangeiros". Agrupamento de artistas de diversas áreas, afinados com o ideário moderno e modernista, e de setores da elite paulistana, com vistas a promover a arte em reuniões e festas (o que lhe confere um acentuado caráter mundano), eis o perfil do grupo definido em 23 de novembro, na casa do arquiteto Gregori Warchavchik (1896 - 1972), mas oficialmente criado em 22 de dezembro do mesmo ano, em uma reunião na casa da bailarina Chinita Ulmann. Dessas primeiras reuniões da Sociedade participam: Anita Malfatti (1889 - 1964), Paulo Prado (1869 - 1943), Lasar Segall, Camargo Guarnieri (1907 - 1993), Hugo Adami (1899 - 1999), Mário de Andrade, Mina Klabin Warchavichik, Rossi Osir (1890 - 1959), Tarsila do Amaral (1886 - 1973), John Graz (1891 - 1980), Regina Graz (1897 - 1973), Vittorio Gobbis (1894 - 1968), Wasth Rodrigues (1891 - 1957), Olívia Guedes Penteado (1872 - 1934), Antonio Gomide (1895 - 1967), Sérgio Milliet (1898 - 1966), Menotti Del Picchia (1892 - 1988), Paulo Mendes de Almeida (1905 - 1986), Jenny Klabin Segall (1901 - 1967), Alice Rossi, entre outros.
Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam  
Histórico
Uma carta de Mário de Andrade (1893 - 1945) a Lasar Segall (1891 - 1957), datada de 9 de fevereiro de 1931, permite apreender o espírito que redunda na criação da Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam, fundada em 1932 na cidade de São Paulo. Diz o poeta e crítico: "... uma coisa que vai alegrar você - a quase realização daquela nossa velha idéia, lembra-se? - de um centro de arte moderna juntamente com d. Olívia Guedes Penteado e com outras algumas senhoras de nossa melhor sociedade; estou tentando dar a essa idéia uma forma palpável, útil. Creio que faremos para principiar uma espécie de club que se chamará 'Sala Moderna', na qual exporemos quadros, estátuas, livros e faremos ouvir musicistas, escritores exclusivamente modernos, nacionais e estrangeiros". Agrupamento de artistas de diversas áreas, afinados com o ideário moderno e modernista, e de setores da elite paulistana, com vistas a promover a arte em reuniões e festas (o que lhe confere um acentuado caráter mundano), eis o perfil do grupo definido em 23 de novembro, na casa do arquiteto Gregori Warchavchik (1896 - 1972), mas oficialmente criado em 22 de dezembro do mesmo ano, em uma reunião na casa da bailarina Chinita Ulmann. Dessas primeiras reuniões da Sociedade participam: Anita Malfatti (1889 - 1964), Paulo Prado (1869 - 1943), Lasar Segall, Camargo Guarnieri (1907 - 1993), Hugo Adami (1899 - 1999), Mário de Andrade, Mina Klabin Warchavichik, Rossi Osir (1890 - 1959), Tarsila do Amaral (1886 - 1973), John Graz (1891 - 1980), Regina Graz (1897 - 1973), Vittorio Gobbis (1894 - 1968), Wasth Rodrigues (1891 - 1957), Olívia Guedes Penteado (1872 - 1934), Antonio Gomide (1895 - 1967), Sérgio Milliet (1898 - 1966), Menotti Del Picchia (1892 - 1988), Paulo Mendes de Almeida (1905 - 1986), Jenny Klabin Segall (1901 - 1967), Alice Rossi, entre outros.
Após a formulação dos estatutos e da eleição da primeira comissão executiva da entidade (em 27 de dezembro de 1932, na casa de d. Olívia), a Spam promulga os seus objetivos, em 1933, no catálogo da 1ª Exposição de Arte Moderna, por ela organizada e que reúne 100 obras de artistas modernos nacionais (de Anita, Tarsila, Segall etc.) e de nomes da arte moderna internacional, com trabalhos das coleções particulares de d. Olívia, Paulo Prado, Mário de Andrade, Samuel Ribeiro e Tarsila do Amaral. São exibidas aí obras de Pablo Picasso (1881 - 1973), Fernand Léger (1881 - 1955), Brancusi (1976 - 1957), André Lhote (1885 - 1962), entre outros. Ao apresentar a exposição, o grupo apresenta também a entidade, que visa "estreitar as relações entre artistas e pessoas que se interessam pela arte em todas as suas manifestações"; promover exposições, concertos, reuniões literárias e dançantes; realizar sorteio de obras entre os membros; e criar uma sede social que se torne um espaço de festas e exibições.
As festividades, tão enfatizadas nos documentos da Sociedade, são de fato seus pontos altos. O réveillon de 1932/1933, São Silvestre em Farrapos, dá visibilidade ao grupo, além de permitir arrecadar fundos. Os painéis que decoram as paredes são todos de autoria de Segall. Em fevereiro de 1933, um baile carnavalesco, também idealizado por Segall, O Carnaval na Cidade da Spam, é realizado no "Trocadero" (atrás do Theatro Municipal). O artista planeja e executa a decoração da festa, atento aos mínimos detalhes. O convite, com desenho de Segall e poema de Mário de Andrade, apresenta as atrações da cidade imaginária: "O circo de Spam! O monumento de Spam! O presídio de Spam! O jardim zoológico de Spam! Os restaurantes e quiosques de Spam!". "O circo", que abre o convite, dá título ao grande painel que cobre toda a parede de entrada do salão. Um hino (criado por Camargo Guarnieri) acompanha o cortejo na praça Pública da Spam, onde os participantes trajam fantasias concebidas por Segall, Esther Bessel, Jenny Segall e John Graz. Na madrugada, circula o jornal A Vida de Spam, dirigido por Mário de Andrade, Antônio de Alcântara Machado (1901 - 1935) e Sérgio Milliet (1898 - 1966). A festa pode ser vista como uma ampla criação coletiva, dirigida por Segall, que envolve pintura, música, literatura e esquetes teatrais.
O sucesso do evento permite o aluguel da sede, inaugurada em agosto de 1933, no quinto andar do palacete Campinas, na praça da República. Nesse espaço, o grupo organiza encontros musicais - com Francisco Mignoni, Fructuoso Viana e Lavínia Viotti - e conferências - Anita Malfatti, Procópio Ferreira (1898 - 1979), Hermes Lima, entre outros -, cria uma biblioteca com revistas de arte nacionais e estrangeiras, organiza sessões de desenho com modelo-vivo no ateliê. É na nova sede, em 1933, que a Spam promove a sua segunda exposição, desta vez com artistas do Rio de Janeiro como Candido Portinari (1903 - 1962), Di Cavalcanti (1897 - 1976) e Guignard (1896 - 1962). A necessidade de arrecadação de fundos para manutenção das despesas leva à organização de um segundo baile carnavalesco, mais uma vez projetado por Segall, Uma Expedição às Selvas da Spamolândia, realizado no amplo espaço do Rink São Paulo, antigo rinque de patinação. Colaboram na decoração: Anita Malfatti, Rossi Osir, Paulo Mendes de Almeida (1905 - 1986), Gastão Worms (1905 - 1967) e outros; a coreografia dos bailados exóticos fica a cargo de Chinita Ulmann e Kitty Bodenheim; a música, sob a responsabilidade de Camargo Guarnieri e Ernest Mehlich. Uma vez mais, realiza-se uma grande festa temática que envolve as diversas artes. Dessa vez, o motivo é a selva - animais insólitos, plantas tropicais, elementos da arte e da vida indígena. Alguns comentadores afirmam que Segall recria uma atmosfera mágica e alegórica inspirada no romance Macunaíma, de Mário de Andrade. Outros preferem insistir na manutenção do tom expressionista, utilizado na composição da cidade do primeiro baile, e da selva, neste segundo. O sucesso do baile não permite sanar as dívidas financeiras da entidade. Além disso, várias manifestações de repúdio aos "excessos" da festa tomam a imprensa. Fala-se também em dissensões no interior do grupo, que passariam, algumas delas, por uma cisão entre o "grupo dos grã-finos" e o dos "judeus". Todos esses fatores levam a que, em 1934, Segall - a "alma da Spam", segundo Paulo Mendes de Almeida - proponha a extinção da Sociedade.
A consideração das atividades da Sociedade Pró-Arte Moderna permite medir a temperatura artística da década de 1930, momento de "rotinização" dos ideais estéticos gestados em 1922, nos termos de Antonio Candido (1918). A Spam remete a um contexto artístico marcado por tentativas de ampliação dos espaços da arte e da atuação dos artistas modernos, por meio da criação de grupos e associações. A Pró-Arte Sociedade de Artes, Letras e Ciências (1931) e o Club de Cultura Moderna (1935), no Rio de Janeiro, ao lado de agremiações paulistanas como o Clube dos Artistas Modernos - CAM (1932), o Grupo Santa Helena (1934) e a Família Artística Paulista - FAP (1937), são expressões do êxito do associativismo como estratégia de atuação dos artistas na vida cultural das duas cidades. Tributários das conquistas estéticas do modernismo, os grupos dialogam, cada qual à sua maneira, com esse legado recente. A Spam, capitaneada por Lasar Segall, tem como principais integrantes figuras do primeiro modernismo e parece filiar-se mais diretamente à pauta elaborada pelos organizadores da Semana de Arte Moderna
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=marcos_texto&cd_verbete=3772&lst_palavras=&cd_idioma=28555&cd_item=10


AULA 02- ARTE


Semana de Arte Moderna  
Outros Nomes
Semana de Arte de Moderna de 22
Semana de 22
Histórico
Inserida nas festividades em comemoração do centenário da independência do Brasil, em 1922, a Semana de Arte Moderna apresenta-se como a primeira manifestação coletiva pública na história cultural brasileira a favor de um espírito novo e moderno em oposição à cultura e à arte de teor conservador, predominantes no país desde o século XIX. Entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922, realiza-se no Theatro Municipal de São Paulo um festival com uma exposição com cerca de 100 obras e três sessões lítero-musicais noturnas. Entre os pintores participam Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Ferrignac, John Graz, Vicente do Rego Monteiro, Zina Aita, Yan de Almeida Prado e Antônio Paim Vieira, com dois trabalhos feitos a quatro mãos, e o carioca Alberto Martins Ribeiro, cujo trabalho não se desenvolveu depois da Semana de 22. No campo da escultura, estão Victor Brecheret, Wilhelm Haarberg e Hildegardo Velloso. A arquitetura é representada por Antônio Garcia Moya e Georg Przyrembel. Entre os literatos e poetas, tomam parte Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Mário de Andrade, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade, Renato de Almeida, Ronald de Carvalho, Tácito de Almeida, além de Manuel Bandeira com a leitura do poema Os Sapos. A programação musical traz composições de Villa-Lobos e Debussy, interpretadas por Guiomar Novaes e Hernani Braga, entre outros.
A Semana de 22 não foi um fato isolado e sem origens. As discussões em torno da necessidade de renovação das artes surgem em meados da década de 1910 em textos de revistas e em exposições, como a de Anita Malfatti em 1917. Em 1921 já existe, por parte de intelectuais como Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, a intenção de transformar as comemorações do centenário em momento de emancipação artística. No entanto, é no salão do mecenas Paulo Prado, em fins desse ano, que a idéia de um festival com duração de uma semana, trazendo manifestações artísticas diversas, toma forma inspirado na Semaine de Fêtes de Deauville, cidade francesa. Nota-se que sem o empenho desse mecenas o projeto não sairia do papel. Paulo Prado, homem influente e de prestígio na sociedade paulistana, consegue que outros barões do café e nomes de peso patrocinem, mediante doações, o aluguel do teatro para a realização do evento. Também é fundamental seu papel na adesão de Graça Aranha à causa dos artistas "revolucionários". Recém-chegado da Europa como romancista aclamado, a presença de Aranha serve estrategicamente para legitimar a seriedade das reivindicações do jovem e ainda desconhecido grupo modernista.
Sem programa estético definido, a Semana desempenha na história da arte brasileira muito mais uma etapa destrutiva de rejeição ao conservadorismo vigente na produção literária, musical e visual do que um acontecimento construtivo de propostas e criação de novas linguagens. Pois, se existe um elo de união entre seus tão diversos artífices, este é, segundo seus dois principais ideólogos, Mário e Oswald de Andrade, a negação de todo e qualquer "passadismo": a recusa à literatura e à arte importadas com os traços de uma civilização cada vez mais superada, no espaço e no tempo.  Em geral todos clamam em seus discursos por liberdade de expressão e pelo fim de regras na arte. Faz-se presente também certo ideário futurista, que exige a deposição dos temas tradicionalistas em nome da sociedade da eletricidade, da máquina e da velocidade. Na palestra proferida por Mário de Andrade na tarde do dia 15, posteriormente publicada como o ensaio A Escrava que Não É Isaura , 1925, ocorre uma das primeiras tentativas de formulação de idéias estéticas modernas no país. Nessa conferência, o autor antevê a importância de temperar o processo de importação da estética moderna com o nativismo, o movimento de voltar-se para as raízes da cultura popular brasileira. A dinâmica entre nacional e internacional torna-se a questão principal desses artistas nos anos subseqüentes.
Com a distância de mais de 80 anos, sabe-se que, com respeito à elaboração e à apresentação de uma linguagem verdadeiramente moderna, a Semana de 22 não representa um rompimento profundo na história da arte brasileira. Pois no conjunto de qualidade irregular de obras expostas não se identifica uma unidade de expressão, ou algo como uma estética radical do modernismo. No entanto, há de se reconhecer que, a despeito de todos os antagonismos, esse evento configura-se como um fato cultural fundamental para a compreensão do desenvolvimento da arte moderna no Brasil, e isso sobretudo pelos debates públicos mobilizados (cercados por reações negativas ou de apoio) e riqueza de seus desdobramentos na obra de alguns de seus realizadores.   

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=marcos_texto&cd_verbete=344&lst_palavras=&cd_idioma=28555&cd_item=10


AULA 01-ARTE-

Arte Moderna  
Outros Nomes
Modernismo
Definição
Há controvérsias sobre os limites temporais do moderno e alguns de seus traços distintivos: como separar clássico/moderno, moderno/contemporâneo, moderno/pós-moderno. Divergências à parte, observa-se uma tendência em localizar na França do século XIX o início da arte moderna. A experiência urbana - ligada à multidão, ao anonimato, ao contingente e ao transitório - é enfatizada pelo poeta e crítico francês Charles Baudelaire (1821 - 1867) como o núcleo da vida e da arte modernas. O moderno não se define pelo tempo presente - nem toda a arte do período moderno é moderna -, mas por uma nova atitude e consciência da modernidade, declara Baudelaire, em 1863, ao comentar a pintura de Constantin Guys (1802 - 1892). A modernização de Paris - traduzida nas reformas urbanas implementadas por Haussmann, entre 1853 e 1870 - relaciona-se diretamente à sociedade burguesa que se define ao longo das revoluções de 1830 e 1848. A ascensão da burguesia traz consigo a indústria moderna, o mercado mundial e o livre comércio, impulsionados pela Revolução Industrial. A industrialização em curso e as novas tecnologias colocam em crise o artesanato, fazendo do artista um intelectual apartado da produção. "Com a industrialização, esse sistema entra em crise", afirma o historiador italiano Giulio Carlo Argan, "e a arte moderna é a própria história dessa crise."
O trajeto da arte moderna no século XIX acompanha a curva definida pelo romantismo, realismo e impressionismo. Os românticos assumem uma atitude crítica em relação às convenções artísticas e aos temas oficiais impostos pelas academias de arte, produzindo pinturas históricas sobre temas da vida moderna. A Liberdade Guiando o Povo (1831), de Eugène Delacroix (1798 - 1863), trata da história contemporânea em termos modernos. O tom realista é obtido pela caracterização individualizada das figuras do povo. O emprego livre de cores vivas, as pinceladas expressivas e o novo emprego da luz, por sua vez, recusam as normas da arte acadêmica. O realismo de Gustave Courbet (1819 - 1877) exemplifica, um pouco mais tarde, outra direção tomada pela representação do povo e do cotidiano. As três telas do pintor expostas no Salão de 1850, Enterro em Ornans, Os Camponeses em Flagey e Os Quebradores de Pedras, marcam o compromisso de Courbet com o programa realista, pensado como forma de superação das tradições clássica e romântica, assim como dos temas históricos, mitológicos e religiosos

O rompimento com os temas clássicos vem acompanhado na arte moderna pela superação das tentativas de representar ilusionisticamente um espaço tridimensional sobre um suporte plano. A consciência da tela plana, de seus limites e rendimentos inaugura o espaço moderno na pintura, verificado inicialmente com a obra de Éduard Manet (1832 - 1883). Segundo o crítico norte-americano Clement Greenberg, "as telas de Manet tornaram-se as primeiras pinturas modernistas em virtude da franqueza com a qual elas declaravam as superfícies planas sob as quais eram pintadas". As pinturas de Manet, na década de 1860, lidam com vários temas relacionados à visão baudelairiana de modernidade e aos tipos da Paris moderna: boêmios, ciganos, burgueses empobrecidos etc. Além disso, obras como Dejeuner sur L´Herbe [Piquenique sobre a relva] (1863) desconcertam não apenas pelo tema (uma mulher nua, num bosque, conversa com dois homens vestidos), mas também pela composição formal: as cores planas sem claro-escuro nem relevos; a luz que não tem a função de destacar ou modelar as figuras; a indistinção entre os corpos e o espaço num só contexto. As pesquisas de Manet são referências para o impressionismo de Claude Monet (1840 - 1926), Pierre Auguste Renoir (1841 - 1919), Edgar Degas (1834 - 1917), Camille Pissarro (1831 - 1903), Paul Cézanne (1839 - 1906), entre muitos outros. A preferência pelo registro da experiência contemporânea, a observação da natureza com base em impressões pessoais e sensações visuais imediatas, a suspensão dos contornos e dos claro-escuros em prol de pinceladas fragmentadas e justapostas, o aproveitamento máximo da luminosidade e uso de cores complementares favorecidos pela pintura ao ar livre constituem os elementos centrais de uma pauta impressionista mais ampla explorada em distintas dicções. Um diálogo crítico com o impressionismo estabelece-se, na França, com o fauvismo de André Derain (1880 - 1954) e Henri Matisse (1869 - 1954); e, na Alemanha, com o expressionismo de Ernst Ludwig Kirchner (1880 - 1938), Emil Nolde (1867 - 1956) e Ernst Barlach (1870 - 1938).
O termo arte moderna engloba as vanguardas européias do início do século XX - cubismo, construtivismo, surrealismo, dadaísmo, suprematismo, neoplasticismo, futurismo etc. - do mesmo modo que acompanha o deslocamento do eixo da produção artística de Paris para Nova York, após a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945), com o expressionismo abstrato de Arshile Gorky (1904 - 1948) e Jackson Pollock (1912 - 1956). Na Europa da década de 1950, as reverberações dessa produção norte-americana se fazem notar nas diversas experiências da tachismo. As produções artísticas das décadas de 1960 e 1970, segundo grande parcela da crítica, obrigam a fixação de novos parâmetros analíticos, distantes do vocabulário e pauta modernistas, o que talvez indique um limite entre o moderno e o contemporâneo. No Brasil, a arte moderna - modernista - tem como marco simbólico a produção realizada sob a égide da Semana de Arte Moderna de 1922. Já existe na crítica de arte brasileira uma considerável produção que discute a pertinência da Semana de Arte Moderna de 1922 como divisor de águas.
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